12.12.2011 - Juventude debate agenda internacional pelos direitos juvenis
A troca de experiências sobre políticas públicas que assegurem os direitos dos jovens no âmbito dos países da América Latina, Península Ibérica e dos participantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, foi tema da mesa “Juventude e relações internacionais: cooperação sul-sul pelos direitos juvenis”, realizada na manhã deste domingo (11/12), na 2ª Conferência Nacional de Juventude.
A mesa contou com a participação do presidente do Instituto Nacional de Juventude de Guiné-Bissau, N’Kitcha Na Obna, do presidente do Conselho Nacional de Juventude de Moçambique e também do Fórum da Juventude CPLP, Oswaldo Petersburgo, do diretor do Conesul da Organização Iberoamericana de Juventude, Luis Acosta Ibarra, do presidente do Instituto Nacional de Juventude do Uruguai, Miguel Scagliola, e também da secretária nacional de Juventude, Severine Macedo. O debate foi mediado pela vice-presidenta do Espaço Ibero-americano de Juventude, Thaís Dias do Carmo.
O sentimento de solidariedade e responsabilidade, proporcionado pela cooperação entre os povos para o desenvolvimento social desses países pautou o debate. A cooperação técnica Sul-Sul bilateral do Brasil refere-se à relação de cooperação entre países para o desenvolvimento.
De acordo com Severine Macedo, fortalecer essa relação de cooperação é prioridade do Brasil. “ Esse tema é uma grande prioridade para a juventude brasileira e para o governo federal. O compromisso do Brasil é continuar fortalecendo a relação entre os povos, priorizando a cooperação. E com toda a experiência brasileira queremos ajudar a construir promoção do desenvolvimento desses países. Nós queremos também aprender com vocês para que a nossa juventude seja protagonista na luta pelos seus direitos”.
Na oportunidade, os convidados relataram as ações que estão sendo executadas nos países e pelas organizações que representam. Após o encerramento, os convidados fizeram uma avaliação da 2ª Conferência. “Para mim é uma experiência positiva ver várias sensibilidades presentes, ou seja, jovens de vários traços sociais e de vários cantos do Brasil lutando juntos. A principal experiência que levo para o meu país é o nível de democracia, inclusão e participação proporcionado pela Conferência”, ressaltou Oswaldo Petersburgo.
Para o presidente do Conselho Nacional de Juventude de Guiné-Bissau, Dito Namassi Max, a Conferencia é um espaço político de debate e troca de experiências entre os jovens brasileiros e de outros países. “Discutimos aqui questões importantes para o desenvolvimento da juventude. Nós, delegados dos países africanos, tivemos a oportunidade de participar de vários grupos e adquirir experiências válidas para reproduzir no nosso país e toda essa experiência vai contribuir para a construção de políticas públicas para a juventude em Guiné”.
Segundo Miguel Scagliola, a Conferência é uma instância de diálogo entre os diversos setores juvenis da sociedade civil e do governo, com diversas agendas jovens colocadas na mesa para discussão visando acordos comuns. “É fundamental preservar essa diversidade dos jovens brasileiros. No Uruguai não tem esse espaço de discussão como essa Conferência. Nós vamos realizar junto com a Secretaria um acordo de cooperação técnica para conhecermos melhor as políticas de cada país, e a Conferência é uma das que mais nos interessa”.
SNJ na esfera internacional - Durante a mesa, Severine Macedo falou ainda sobre a atuação da Secretaria na esfera internacional. “O Brasil está presente nos principais foros internacionais relacionados à juventude, principalmente na América Latina. O país é protagonista na Reunião Especializada de Juventude do Mercosul (REJ), onde defende a pauta do trabalho decente para os jovens. O Governo também assinou memorando de intenções e já está desenvolvendo ações em parceria com ONU Mulheres”.
Rio + 20 - O conselheiro da Conjuve e membro da Rede de Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade – Rejuma, Thiago Alexandre Moraes, também contribui com o debate, apresentando um panorama sobre os diálogos sociais da juventude rumo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, apelidada de Rio+20. Segundo Moraes, é importante "lutar para fortalecer a participação dos jovens nesse processo”, pontuou.