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26.01.2012 - SNJ e SNAS debatem participação no Forum Temático Social em Porto Alegre

26 de January de 2012

Severine Macedo, secretária nacional de Juventude (SNJ), e Pedro Pontual, assessor da Secretaria Nacional de Articulacao Social (SNAS), ambos da Secretaria-Geral da Presidência da República, participaram na última terça-feira (24), do Debate sobre “Participação Social e Política da Juventude na construção das Políticas Públicas”. O debate, que integra a programação do Fórum Social Temático, em Porto Alegre, foi moderado pelo coordenador de Juventude do governo do Rio Grande do Sul, Mauricio Piccin.

Severine Macedo e Pedro Pontual apresentaram as iniciativas da Secretaria-Geral para ampliar a participação como método de gestão no governo Dilma. “A participação é um direito e deve ser encarado como política de Estado”, afirmou Pedro Pontual, acrescentando que é fundamental que a juventude ajude a pensar  a construção de um sistema nacional para integrar as diversas políticas de participação existentes nas três esferas de governo.

Já Severine Macedo destacou as iniciativas voltadas para participação presentes no  primeiro programa específico de juventude do Plano Plurianual (2012 -2105) do governo federal. “O programa Autonomia e Emancipação da Juventude traz uma série de iniciativas visando construir espaços de participação, formulação e controle social das Políticas Públicas de Juventude. É o caso da iniciativa “Participatório”, que está em construção e pretende ser um espaço  de acesso a informação, diálogo e participação, buscando tratar o tema de forma qualificada, com o envolvimento dos diversos atores envolvidos,” afirmou.

A mesa contou foi composta também pelos jovens Antônio Francisco de Lima Neto, do Movimento Sem Terra (MST), e Áurea Carolina de Freitas e Silva, da Associação Imagem Comunitária.  O representante do MST ressaltou A  importância das políticas públicas específicas para os jovens, com destaque para os jovens rurais. Já Aurea Carolina afirmou que apesar dos estímulos, o processo de participação Não está institucionalizado. “A escuta atenta e aberta da juventude ainda não é uma prática enraizada na maior parte das instituições políticas e sociais. Da família à escola, das igrejas ao Estado, das mídias convencionais aos organismos internacionais, poucas são entusiastas da participação juvenil. A maioria das instituições dificulta o acesso dos (das) jovens aos espaços onde são tomadas decisões que lhes dizem respeito.”

Após as falas de motivação, os participantes puderam fazer intervenções sobre o tema. Para o jovem Paulo Daniel, da Central Única das Favelas (CUFA) do Rio Grande do Sul, os jovens da periferia precisam sentir que são parte da construção das políticas públicas. Para o estudante de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, Diego Costa, essa foi uma excelente oportunidade para a troca de experiências, já que estavam presentes pessoas de vários estados e com trajetórias diferentes. 

Para Mauricio Piccin, coordenador de Juventude do Rio Grande do Sul, o debate superou as expectativas, além de apresentar uma série de iniciativas que buscam assegurar a participação da juventude na construção e  efetivação das políticas juvenis.

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